quinta-feira, fevereiro 15

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infinita (finita e em movimento de expansão -ou de contração-)

Casa

"existe apenas uma solidão, e ela é grande, nada facíl de suportar. acabam chegando as horas em que quase todos gostariam de trocá-la por uma união qualquer, por mais banal e sem valor que seja, trocá-la pela aparência de uma mínima concordância com o próximo, mesmo que com a pessoa mais indigna..."

"o que é necessário é apenas o seguinte: solidão, uma grande solidão interior....ser solitário como se era quando criança, quando os adultos passavam pra lá e pra cá, envolvidos com coisas que pareciam importantes e grandiosas...

e um dia ao percebermos que suas ocupações são mesquinhas, que suas profissões são enrrijecidas e não estão mais ligadas à vida, por que não olhar para eles como uma criança observa algo de estranho..."

"tudo o que vive se aferra ao difícil, tudo na natureza cresce e se defende a seu modo e se constitui em algo próprio a partir de si, procurando existir a qualquer preço e contra toda resistência...é bom ser solitário, pois a solidão é difícil; o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la"

"seria facíl nos fazer acreditar que nada aconteceu, no entanto nos transformamos, como uma casa se transforma quando chega um hóspede. não somos capazes de dizer quem chegou, talvez nunca cheguemos a saber, mas vários sinais indicam que o futuro entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós muito antes de acontecer. por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se está triste: porque o instante aparentemente parado, sem nenhum acontecimento, no qual o nosso futuro entra em nós, está bem mais próximo da vida do que aquele outro ponto, ruidoso e acidental, em que ele acontece como que vindo de fora..."

de novo Rainer Maria Rilke

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