sábado, abril 8

Cinema mudo - Cinema falado


Bom dia em cian

às vezes ele desaparecia na penumbra

não via nenhum propósito em falar. Era compelido a brincar com as pontas do cabelo dela, ou simplesmente respirar deitado ao seu lado. suficiente

(tinha vontade mesmo era de contar sobre a vontade de sorrir - e sorria- e de ser um cachorro, só para ter um rabo e balançá-lo com cara de quem acabou de enterrar o osso em algúm lugar secreto).

sumia no meio da noite com seus amigos. falando de filmes e de músicas e de gente. alegre com as histórias e trejeitos. procupado com o resto. (pedindo mais uma cerveja). talvez porque não lhe coubesse tudo dentro e precisava rir solto e xingar (uma vez que não era cachorro e não tinha rabo).

sentia saudades, ainda que saudade,talvez, não fosse a palavra correta (mas quem se importa?! - saudades). e carregava consigo um sorriso de canto de boca, all the time. uma tramóia, sabe? assaltado no meio do dia pela sensação de um abraço (só pode ser dela...). e nessas horas queria telefonar, escrever ou mesmo gritar. mas ao olhar para ela, desnecessário, apenas o tal do sorriso (bobo, bobo).

e de tempos em tempos indignava-se com a distância, mas era vencido pela desconfiança de que é pouco, mas está bem. não para ficar como está, mas para seguir suave, com amigos, cervejas, cinema mudo. e que a ausência é uma massagem nos pés amanhã .

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