quinta-feira, maio 3

musiquinhas do ano passado - finalmente

TOP 10 ALBÚNS - 2006


10) Mombojó - Homem Espuma


Track List:

1) O Mais Vendido
2 ) Novo Prazer
3 ) Homem-Espuma
4) Realismo Convincente
5) Tempo de Carne e Osso
6) Swinga
7) Saborosa
8) Fatalmente

9) Vídeo-Game
10) Pára-Quedas
11) Desencanto
12) Singular
13) Vazio e Momento
14) Minar

uma deliciosa salada de frutas de sons letras e estilos. cheio de experiências com misturas surreiais como cavaquinho elétrico com teclado de padaria, anos 80.

às vezes se parecem Los Hermanos, às vezes são só muito loucos, com um Maracatú + Balada Robertão + MPB (seja lá o que isso signifique) e Rock, claro. um pouco de fanfarra também.

é talvez seja isso, a diverão é se fanfarrão, no sentido clássico da coisa.

um disco cheio de texturas que às vezes confunde, às vezes é pra dançar mas depois é para parar e parar bem parado e "andar pelas superfície das águas"

aos orfãos de Los Hermanos, colocar ouvido nestes caras. afinal eles precisam salvar o mundo, mesmo que não ganhem nada com isso não.


9) Band of Horses - Everithing all the time


Track List:

1) The First Song
2) Wicked Gil
3) Our Swords
4) The Funeral
5) Part One
6) The Great Salt Lake
7) Weed Party
8) I Go to the Barn Because I Like The
9) Monsters
10) St. Augustine

Como fazer um som bacana, com peso, algumas boas letras, arranjos legais e ainda cantar mascando chiclete? esse é mais ou menos o espírito deste que é o primeiro cd deste quinteto de Seatle (excluino o ep de 2005, Limited Edition Tour).

Muita mistura de rock indie nas guitarras (como nas faixas The Funeral e Weed Party) e espaço de sobra para cantorias do alabhama ou nashville como na dedilhada Part One. e um fechamento melancólico nas últimas 3 faixas onde o coração de cowboy prevalece sobre os impulsos metropolitanos moderninhos do rock (mas mesmo assim tá tudo ali, lado a lado numa bela mistura).

muito bom, acompanhado de whiskey!

8) The Concrets - In Colour


Track List:

1) On the Radio
2) Sunbeams
3) Change in the Weather
4) Chosen One
5) Your Call
6) Fiction
7) Tomorrow
8) As Four
9) Grey Days
10) A Way of Life
11) Ooh La La
12) Song for the Songs

supresa sueca (viva a Suécia!!!) de 2006 que só chegou aos meus ouvidos em 2007. uma mistura de músicas dançantes indies e música de bailinho. se meus filhos existissem e tivessem 15 anos, aposto, seria disco obrigatório nas festinhas.

para dançar sozinho no quarto, On the Radio e Ooh la la

para dançar estilo paquera, as lindas Your Call e Tomorrow (ambas para serem cantadas ao pé do ouvido)

e a sensacional Song for the Songs, uma música de dicada....às músicas, e como qualuquer dedicatória que leve este título, uma música muito divertida, destas que dá vontade de sorrir.

guardas as devidas proporções de estilos, história e oficio, a última faixa do in colour está para a música como estaria Aprile de Nanni Moretti para o cinema.

a nota triste é que este foi o último cd onde Victoria Bergsman, compositora e voz dessas graças estará no grupo. uma pena.

7) Yo la Tengo - I am not afraid of you and I will beat your ass


Track List:

1) Pass the Hatchet, I Think I'm Goodkind
2) Beanbag Chair
3) I Feel Like Going Home
4) Mr. Tough
5) Black Flowers
6) The Race is on Again
7) The Room Got Heavy
8) Sometimes I Don't Get You
9) Daphnia
10) I Should Have Known Better
11) Watch Out for Me Ronnie
12) The Weakest Part
13) Song for Mahila
14) Point and Shoot
15) The Story of Yo La Tango

Yo la tengo em PLENA forma. uma das bandas mais ousadas e divertidas que conheço. esse cd merecia entrar no topo 10 só pelo título.

de tudo, desde rock rock guitarra baixo bateria (com o indefectível teclado na batida automática).

Mr Tought seria obra prima se nesse mesmo cd não tivesse uma música, instrumental (marca registrada do trio), chamada Dhapnia. aliás a dita é ponto médio da melhor sequência, que sai de Somethimes I'dont get you e só vai parar em Watch out for Ronnie.

experimentem, também, a divertida I Should Have Known Better , música avacalhação geral (e não..não é cover)...

e fechamento com chave de ouro e pegadinha The History of Yo la Tango, mais um som impressionante, 10 minutos de coisas lindas.


6) The Albúm Leaf - Into the blue again


Track List:

1) The Light
2) Always for You
3) Shine
4) Writings on the Wall
5) Red-Eye
6) See in You
7) Into the Sea
8) Wherever I Go
9) Wishful Thinking
10) Broken Arrow

a capa é séria concorrente a melhor capa 2006. uma jóia! e também talvez uma boa saída ou ponto de fuga para onde olhar enquanto somos abduzidos pelo som.

quem chama a música deles de música de elevador indie, não sabe o que diz.

e o título é um título, é um warning.

com a sonoridade baseada em barulinhos eletrônicos de beat boxes acompanhados de teclados uma guitarra discretíssima e baixo, o grupo não esconde que a vedete sem dúvida é a caixinha de barulho.

perto dos outros albúns, até que into the blue é bastante "alegre"..pelo menos começa assim, a segunda música uma declaração de amor destas rasgadas, quase um bolero Always for you, que perto de outrsa coisas que eles ja compuseram é quase alegria. aliás não que eles entrem em dicotomias músicas tristes/músicas alegres. eles entram mesmo é numa viagem de sonoridades que mais parecem estados mentais.

o que eles tem de melhor sem dúvida é conseguir criar climas que são delicados a ponto de toda música parecer ser feita de cristal ou de alguma matéria liquida. e é assim em Red Eye, que é um ponto de virada sem volta, até ele morrer calmamente em Broken Arrow, uma variação, trsite de Always for you.

5) Sonic Youth - Rather Ripped


Track List:

1) Reena
2) Incinerate
3) Do You Believe in Rapture?
4) Sleepin' Around
5) What a Waste
6) Jams Run Free
7) Rats
8) Turquoise Boy
9) Lights Out
10) The Neutral
11) Pink Steam
12) Or

por dois motivos. porque é foda de bom e porque tornou-se trilha sonora de um ano da minha vida.

é foda porque guitarras barulhentas e distorcidas e Kim Gordon mandando muito. porque tem roupagem atual, e porque tem umas visitas no passado da banda, e diga-se bem passado, lá quase nos idos de 80 com Rats e Pink Stream.

trilha sonora porque Reena é suja e bem cuidada ao mesmo tempo e porque os primeiros acordes da segnda faixa era o prenuncio de uma noitada de músicas boas e cervejas. porque graças a Icinerate a gente virava os melhores amigos e até namorados das caixas de som do Milo Garage.


4) Built to Spill - You in Reverse


Track List:

1) Goin' Against Your Mind
2) Traces
3) Liar
4) Saturday
5) Wherever You Go
6) Conventional Wisdom
7) Gone
8) Mess With Time
9) Just a Habit
10) The Wait

já me disseram uma vez "Built to Spill é música para gente grande". sabe...e é mesmo guitarras pesadas, distorções no talo e uma postura, sobretudo, muito corajosa diante da vida.

e também que nem venham dizer que Built é igual a Weezer, porque não é. desculpe-me Cuomo, mas Doug Martsch é muito menos chorão. não que ache weezer ruim, longe disso.

mas alguém que abre um cd cantando Going against your mind passa por Liar ("When things are all you think of / And plans are all you make / and thoughts are all you dream of / your falls are all you take / look out the world's destroying ya / relax it isn't fair / mother natures disposition/ she don't mind she don't care / she don't mind she don't care / And I wouldn't be a liar / No i wouldn't be a liar if I told you that...) e por Conventional Wisdom para fechar em The Wait, onde ele entende que o mundo é um fazer e esperar. tudo isso regado a muita guitarra, bateria pesada e nenhuma gritaria.

3) Asobi Seksu - Citrus


Track List:

1) Everything Is On
2) Strawberries
3) New Years
4) Thursday
5) Strings
6) Pink Cloud Tracing Paper
7) Red Sea
8) Goodbye
9) Lions and Tigers
10) Nefi+Girly
11) Exotic Animal Paradise
12) Mizu Asobi

Segundo cd dessa banda novaiorquina que conta com uma vocalista de descendência japonesa, mas que faz todos os sotaques, trejeitos e tempos orientais. inclusive canta em japonês. primeira grande surpresa, a Everything is on é só um prólogo aquático do que sereguirá. em seguida temos Strawberries cantada em japonês.

a sonoridade da banda remete aos shoegazing dos anos 90. uma espécie de perdidos no trem da história, sairam de algúm canto obscuro de algum sobradinho de música independente. a voz de Yuki, a vocalista, sempre funciona em um falsete que nunca se concretiza. a primeira impressão é que falta força, mas dá todo um ar de menina doce no vocal. (pasmemos).

é genial. é empolgante. é irrestível. difícil não tentar acompanhar o refrão de Strings, como se estivessemos num Karaoke na Liberdade.

Tigers and Lions é um doce e Exotic Animal Paradise conduz para um final melancólico (mas apoteótico), mas nada disso Mizu Asobi vem ai para balançar a cabeça, fazer sorrir e se pegar falando, porra que disco...que disco! (o final feliz que não falta mais)

2) Grandaddy - Just Like the Fambly Cat


Track List:

1) What Happened...
2) Jeez Louise
3) Summer... It's Gone
4) Oxygen/Aux Send
5) Rear View Mirror
6) The Animal World
7) Skateboarding Saves Me Twice
8) Where I'm Anymore
9) 50%
10) Guide Down Denied
11) Elevate Myself
12) Campershell Dreams
13) Disconnecty
14) This Is How It Always Starts
15) Shangri-La (Outro)

disco despedida e obra prima do queinteto de músicos/skatistas californianos.

cometeram esse cd para deixar saudades.

mantendo a mesma linha temática ao falar de não adaptação à sociedade, verões e amor. básicamente amor.

no som as misturas de guitarras psicodélicas, teclados malucos, voice coder, e letras "mantras" e circulares.

Jason Lytle resolve tirar várias coisas a limpo, desde dúvida (que não será respondida) de onde estou onde vou Rear View Mirror e Summer... It's Gone, passando por explicar o porque de cantar, Elevate myself (I don't wanna work all night and day On writing songs that make the young girls cry) a talvez uma das maiores declarações de amor musicadas, Skateboarding Saves Me Twice, cuja toda letra se resume ao título da música e talvez um tchau categórico com Shangri-la (outro)

dia 12 de agosto de 2007, em Los Angeles, eles faram sua última apresentação no Hotel Café. o mundo fica orfão.

se a banda de skatistas no Brasil fosse algo como Grandaddy e não Charlie Brow Jr, a gente tava feito. em vez de sair com seus papos retos a gente estaria por ai escutando cacofonias onomatopeias como meow meow meow Where I'm Anymore...estariamos salvos

1) Beirut - Gulag Orkestar


Track List:

1) Gulag Orkestar
2) Prenzlauerberg
3) Brandenburg
4) Postcards from Italy
5) Mount Wroclai (Idle Days)
6) Rhineland (Heartland)
7) Scenic World
8) Bratislava
9) The Bunker
10) The Canals of Our City
11) After the Curtain

primeirão. e é até irônica essa realção. o segundo lugar dos discos de 2006 que mais gostei, apreciei, me diverti, chorei, dancei, ser o último de uma bela banda que vinha dos 90, e com a qual tinha um apego por ter visto ao vivo, mas nunca ter entendido a grandeza dela.

o primeiro é justamente o de estréia de um guri de 21 anos, chamado Zach Condon (isso mesmo...condon). ex aluno de música na universidade de santa fé, resolveu dar uma voltinha nos balcãs. ficou encantando...tão encantado..mas tão encantado que resolveu fazer um cd de música cigana com fortes influências de bandas do leste europeu.

o disco tem outra capa que entra na facíl na lista de top 10 capas, bem estilo leste eurpeus nossa que pernas de fora!

Gulag Okestar é algo realmente diferente. aqui não tem guitarra, e o papel delas fica para os metais de sopro. e as músicas sempre num compasso, estranho que mais parece estar sendo executada por uma banda de bêbados. definitivamente este é o clima:

fim de csamaneto, todos breacos, gravatas arriadas, colarinhos abertos, copo, de preferência com alguma bebida bem forte, numa mão, na outra a mão de alguém, possivelmente tão mal quanto você, dançando numa roda de fim de festa. música cigana minha gente para dançar naquele tempo de saltos curtos e ritimados.

a música de abretura, que leva consigo o título do cd Gulag Orkestar cumpre bem este estilo, metal de sopro, perrcursão e aquela sensação de que alguma coisa no ritmo está sempre fora do lugar.

ai a gente se acostuma e dança numa boa as 3 seguintes Prenzlauerberg, Brandenburg e Postcards from Italy.

e aos poucos a banda vai se esvaindo, uma música aqui outra acolá com guitarra cigana, os ritmo vai caindo, sobram poucas pessoas na pista, (talvez você e mais duas pessoas) além do músico que em After the Curtain já foi abandonado pela banda e assumiu aquele tecladinho, minami de churrascaria, e todo mundo já mais pra lá que pra cá, quem se importa com o ritmo, aplausos para o músico, entrega a comanda no bar e saimos assim, com o sol raiando, trançando as pernas pelas ruas felizes da vida para casa.

é mais ou menos isso o que sinto quando escuto Gulag Okestar.

2 Comments:

Blogger Mark said...

Acho que nossas listas só têm dois pontos em comum.
Mesmo assim, a sua lista é mais do que aprovada. Eu só não ouvi o Built to Spill, o Concretes e o Grandaddy a tempo. Só discordo do #1. Ainda acho Beirut chatinho... Talvez no futuro eu aprecie!

segunda-feira, maio 07, 2007 11:41:00 AM  
Blogger M__ said...

insisto na total identificação com o cd:

- acho q é música pra bêbado!

segunda-feira, maio 07, 2007 12:07:00 PM  

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